Revogação da PEC da bengala pode colocar três evangélicos no STF

No mês de maio, ao participar de um evento da Assembleia de Deus Ministério de Madureira, em Goiânia, o presidente Jair Bolsonaro questionou se não estaria na hora de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter um magistrado evangélico, prometendo posteriormente que indicaria um nome “terrivelmente evangélico”.

Após a declaração do presidente, alguns nomes passaram a ser especulados, entre eles o do juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e responsável pelos julgamentos da Lava Jato no Estado, criado na Assembleia de Deus.

Além do nome agradar a líderes da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil – Ministério de Madureira (CONAMAD) e da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), as duas principais convenções denominacionais, também é um perfil que agradaria o presidente.

Bretas ficou conhecido como o “Moro do Rio”, já que aplicou penas ainda mais duras que o ex-juiz da Lava Jato em Curitiba, atual ministro da Justiça e Segurança Pública.

Foi ele quem mandou prender o bilionário Eike Batista e o ex-governador Sérgio Cabral, bem como o ex-presidente Michel Temer.

Outro nome cotado, que agradaria as chamadas “igrejas comunidades”, é o juiz federal William Douglas, da 4ª Vara Federal de Niterói, Rio de Janeiro. Ligado a Igreja Plena de Icaraí, anda bastante próximo da Frente Parlamentar Evangélica.

Já o terceiro nome, sugerido pelo próprio presidente, seria o advogado-geral da União, André Mendonça, da Igreja Presbiteriana Esperança de Brasília e é pouco conhecido pelos evangélicos, apesar do trabalho que vem realizando na AGU.

Na visão de muitos líderes evangélicos, a solução para tantos nomes com tanto potencial seria a proposta enviada pela deputada Bia Kicis, do Distrito Federal e atualmente sem partido, que pretende mudar a idade de aposentadoria compulsória de ministros da Corte, que atualmente é de 75 anos, passando para 70 anos a idade máxima para a atuação dos magistrados.

Com essa mudança, o presidente da República poderia indicar até quatro ministros até o fim de seu mandato, já que além das duas vagas previstas com as aposentadorias de Celso de Mello e Marco Aurélio Mello, outras duas abririam, possibilitando a indicação de Sergio Moro, atual ministro da Justiça e Segurança Pública, e outros três nomes.

Fonte- GospelPrime

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