Casar é o melhor remédio?

Casar é o melhor remédio?

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Casar é o melhor remédio?

Quando a criança se machuca é comum os pais dizerem para ela a seguinte frase: “Não chora. Depois de casar, sara”. Isso levanta, mesmo inconscientemente, uma pergunta: será que o casamento resolve todos os problemas? A resposta é não. A história da assistente administrativa Deusa Dias, de 43 anos, comprova isso.

Ela conheceu José Dias, prestador de serviços, hoje com 46 anos, quando tinha 17 anos – ele na época tinha 20. Quando o viu foi amor à primeira vista e, a partir daí, começaram a namorar. Só que as atitudes dele a incomodavam. “Ele bebia todos os fins de semana e, com medo dele me trair, eu o acompanhava. Além disso, ele era muito nervoso”, conta a assistente.

Mesmo com esses problemas, Deusa acreditava que tudo melhoraria. “Depois de dois anos de namoro, nos casamos, mas só piorou. José continuou bebendo, saindo com os amigos e existia muita agressão verbal em nossa relação”, afirma.

Essa é uma realidade entre muitos casais. “Não se deve acreditar que a convivência diária vai de fato conseguir convencer a outra pessoa a agir de forma diferente”, explica a psicóloga Solange Melo.

Foi o que aconteceu nessa história: o matrimônio não fez com que José mudasse. “Eu aguentei até o dia que descobri a traição. Aí foi o fim. Meu filho, na época, estava com quatro meses, resolvi ir embora e voltei para a casa dos meus pais”, lembra Deusa.

Foram aproximadamente dois meses de separação, até que José recebeu um convite para ir à Universal. “Ele começou a frequentar as reuniões, se arrependeu e quis mudar. Mesmo assim, eu não queria mais voltar. Até que ele começou a me convidar para ir aos encontros com ele, e, depois de muita resistência, aceitei”, revela.

Então, o casamento de Deusa que estava condenado, mesmo antes de começar, teve uma chance de continuar. Hoje eles vivem em harmonia.

Porém, a história deles é praticamente uma raridade nos dias atuais. Isso porque, mesmo sabendo que estava “entrando num barco furado”, Deusa se arriscou e sofreu muito até encontrar forças em Deus para perdoar.

A pergunta é: para que correr o risco de se decepcionar se você pode se preparar para escolher a pessoa que mais combine com o seu perfil antes do casamento?

“Muitas vezes fantasiamos que os problemas passarão com o tempo, para justificar a continuidade do namoro. Não passam e, como não passam, cobra-se do outro algo que na realidade não é justo”, completa a psicóloga.

Por isso, não se iluda que conseguirá mudar alguém. As chances são remotas. É preciso discernimento na hora de escolher seu parceiro. Lembre que seu futuro será reflexo do que você vive hoje. Fique atenta e lute por sua felicidade.

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