Crianças que dormem ao lado de smartphones têm sono mais curto, segundo...

Crianças que dormem ao lado de smartphones têm sono mais curto, segundo estudo

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Crianças que dormem ao lado de smartphones têm sono mais curto, segundo estudo

Crianças que dormiram com dispositivos de telas pequenas como smartphones no quarto tiveram quase 21 minutos a menos de sono por noite do que as que não o fizeram, segundo uma pesquisa publicada ontem pelo jornal Pediatrics. As duas faixas etárias estudadas — cerca de 9 anos e 12 anos — também reportaram um sono significativamente menos regular quando havia um telefone por perto, possivelmente devido aos alertas de mensagens de texto e do Snapchat.

O estudo se junta a um grupo crescente de pesquisas que estão descobrindo que os aparelhos correspondem a noites mais curtas e entrecortadas, assim como a outros problemas de saúde, como ganho de peso. Conforme descoberto por um estudo no mês passado, os adultos que leram textos em aparelhos eletrônicos brilhantes antes de dormir tiveram um sono pior e maior sonolência no dia seguinte do que os que leram livros impressos. A evidência sugere que as telas brilhantes e piscantes estão afetando o nosso relógio biológico, o relógio circadiano.

Embora o estudo da Pediatrics não tenha concluído que os telefones causam privação do sono, sua autora líder, Jennifer Falbe, disse que a ideia de diminuir o tempo de uso das telinhas pelas crianças está ganhando força.

Ritmos circadianos

O corpo humano utiliza a luz e a escuridão para influenciar os ritmos circadianos, as mudanças físicas, mentais e comportamentais em um ciclo de 24 horas. O relógio interno do cérebro usa a quantidade de luz para determinar quando produzir mais melatonina, um hormônio que provoca a sonolência. Charles A. Czeisler, professor de Medicina do Sono da Faculdade de Medicina de Harvard, estima que desde o advento da luz gerada por eletricidade, os gatilhos internos do sono das pessoas foram empurrados seis horas para trás.

O estudo da Pediatrics, financiado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças e pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, consultou mais de 2.000 crianças e jovens da quarta e da sétima séries em Massachusetts como parte de uma pesquisa mais ampla sobre obesidade infantil. A maioria das crianças consultadas dormia com uma telinha ao lado.

Os 21 minutos perdidos com as telinhas excederam os 18 minutos perdidos pelas crianças que dormiam em um quarto com uma TV. Considerando que os aparelhos menores são mantidos mais próximos do rosto, eles podem atrasar mais a liberação de melatonina do que a luz da TV, disseram os pesquisadores.

A TV e os videogames também foram associados a um sono menor. Setenta e cinco por cento das crianças que participaram do estudo disseram que dormiam em um quarto com TV. Cada hora de TV ou DVD por dia correspondeu a quase quatro minutos a menos de sono, contra cinco minutos a menos entre os que jogam videogame.

Regras firmes

É preciso pesquisar mais para determinar se as telas pequenas estão realmente causando a perda de sono ou se outras forças estão em jogo, disse Falbe. As crianças com smartphones e aquelas sem esses aparelhos podem ser muito diferentes e ter tipos diferentes de pais, disse ela.

Contudo, considerando os riscos potenciais a longo prazo da privação de sono, os pais deveriam ficar de olho no tempo que seus filhos gastam olhando para as telas, disse Falbe.

As crianças precisam de “regras realistas, mas firmes, a respeito dos meios de comunicação”, disse ela.

Fonte:MSN

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