Nem Cristo julgou o mundo

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Nos últimos dias, tem-se visto na internet grandes polêmicas envolvendo o cristianismo e a homossexualidade. A primeira delas foi uma propaganda de uma empresa de cosméticos brasileira que mostrou casais héteros e homossexuais se abraçando e trocando presentes no Dia dos Namorados. Algumas pessoas se manifestaram contra a empresa por acreditarem que o comercial desrespeitava a sociedade e a família tradicional.

Em redes sociais, cristãos criticaram a ação da companhia, fizeram reclamações e alguns até falaram em boicote, ou seja, deixar de usar os produtos por ela comercializados como ato de “punição”.
É claro que todos podem expressar livremente sua opinião. Alguém que não concorda com a exibição de uma propaganda – como de qualquer outro produto – tem o direito de protestar, sim. Acontece que, em primeiro lugar, aos cristãos “tudo é lícito, mas nem tudo convém” (1 Coríntios 6.12). Ou seja, não é porque todos têm liberdade de expressão que poderão falar de tudo, de qualquer jeito, sem respeitar o outro. Em segundo lugar, a vontade de fazer justiça em prol de princípios bíblicos não pode ultrapassar o segundo principal mandamento: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Marcos 12.31).

A Igreja de Cristo prega o amor, e quem ama respeita. A Palavra de Deus diz que “o amor não trata com leviandade” (1 Coríntios 13.4), ou seja, imprudência, insensatez, irreflexão. Portanto, falar sem preocupar-se com o próximo, confrontando sem respeitar seus pensamentos e opiniões, não se parece nem um pouco com o amor de que tanto se fala.
Outra polêmica que tem se espalhado nas redes sociais é a atitude de alguns homossexuais na última Parada LGBT, em São Paulo. Uma transexual, por exemplo, desfilou pendurada numa cruz, e isso foi motivo de indignação por parte de alguns cristãos. Claro que, num primeiro momento, é uma imagem impactante e que, com certeza, afrontou muitos cristãos. Mas, antes de comentar, é preciso pensar, refletir, para não agir com leviandade.

O respeito tem, por obrigação, que partir de nós, cristãos, pois temos o excelente exemplo de Jesus, que não julgou ninguém, mas, sim, amou a todos. Não é que temos que concordar com a prática homossexual, afinal, ela vai contra princípios bíblicos. E boa parte dos praticantes sabe disso. Em vez de julgarmos e querermos que eles se convertam a qualquer custo, o que pode gerar ainda mais resistência neles, temos que amá-los, respeitá-los, não julgá-los, porque não cabe a nós julgar ninguém na face da terra.

A Igreja de Cristo existe para acolher, abraçar, cuidar das pessoas, e o objetivo dela é que mais e mais vidas sejam alcançadas pelo amor de Deus. Será que, participando de polêmicas, como as citadas anteriormente, esse objetivo será alcançado? Será que em vez de atrair aqueles que ainda não vivem o amor de Jesus não estamos repelindo-os?

Não é que a Igreja precisa se calar. Pelo contrário, a Verdade de Cristo deve ser espalhada por todos os cristãos, mas não com mensagens negativas, carregadas de preconceito e exclusão, mas de amor, esperança e paz!

“E, se alguém ouvir as minhas palavras, e não as guardar, eu não o julgo; pois eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo” (Jesus Cristo).
:: Dayane Cristina [@dayanecristinan]

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