O que você pensa sobre o racismo?

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O que você pensa sobre o racismo?

O cronômetro registra o tempo de jogo e as torcidas de Santos e Grêmio estão agitadas na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, capital gaúcha. De repente, o goleiro Aranha, do Santos, gesticula, como se estivesse reclamando. Ele balança a camisa como se indicasse que alguém jogou algo nele e logo aponta para a torcida adversária.

O jogo está paralisado e a torcida gremista intensifica sua movimentação, gesticula em direção ao goleiro. Um torcedor bate no próprio braço, indicando o tom da pele, outro passa a mão no rosto como se indicasse que o rosto do goleiro estava “sujo”. Ironicamente, torcedores gremistas de vários tons de pele expressam claramente um ato de racismo contra o goleiro Aranha, que é negro.

As vaias não param, outro grupo de torcedores grita “uhu, uhu, uhu”, como se imitassem um primata. Então, a mensagem deixa de ser gestual e é expressa por uma torcedora gremista em palavras: “Macaco! Macaco!”, ela grita.

Consequências

Infelizmente, o racismo permanece impregnado na mente de muitas pessoas na sociedade atual. A humanidade experimenta o seu auge em tecnologias e avanço científico, porém, muitos valores estão tão fortemente impregnados na cabeça de alguns grupos, que de tão primitivos não refletem o avanço que aparentemente foi adquirido.

E isso tem suas consequências: a torcedora gremista, identificada como Patrícia Moreira (foto), que gritou aquela palavra, comparando o geleiro santista a um primata, perdeu o emprego de auxiliar de saúde bucal no respeitável Centro Médico Odontológico da Brigada Militar de Porto Alegre.

“Era uma funcionária competente, mas a postura pessoal que ela assumiu vai totalmente contra os nossos princípios de trabalho. É um fato profundamente lamentável”, afirmou o major Régis Reche, chefe do Centro Médico Odontológico, em depoimento ao jornal gaúcho Zero Hora.

A torcedora Patrícia, com medo do que pudesse acontecer, rapidamente apagou a própria conta no Facebook, porém, manteve as publicações no Twitter e Instagram. O major Régis ainda disse que as tentativas de contato com ela não tiveram retorno, e que, agora, outra funcionária a substituiu no cargo que ocupava.

É preciso consciência

Será que vale a pena perder uma carreira “competente” por causa de um valor pessoal medíocre? As nossas escolhas pessoais influenciam como conduzimos a nossa vida. Por isso, é necessário que as nossas atitudes sejam pensadas, porque todas elas trazem consequências no futuro.

Uma cidade realmente desenvolvida não é aquela que somente permite o acesso às tecnologias, mas aquela em que seu coletivo consegue viver em união, ética e respeito, independentemente das diferenças existentes.

E você, como reage diante de uma situação como essa? Já foi ou conhece alguém que tenha sido vítima de racismo? Deixe seu comentário.

E lembre-se: “Então, falou Pedro, dizendo: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas…” Atos 10.34

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1 COMMENT

  1. Veja bem Bruno, venho de famílias nascidas na Alemanha, racistas ao limite, qualquer um que fosse um pouco mais moreno era taxado por eles como “negron”, e odiavam, mas a minha geração mudou tudo isso, minha irmã é casada com um negro, ela é branca como um saco de leite, tanto eu como meus irmão fugimos desse preconceito absurdo, meus avós olhavam minha mulher e cunhados(as) de canto de olho. Acho esse negócio uma ignorância patética, desde que seja honesto e trabalhador, a cor da pele é o que menos importa.
    Abraço!

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