Orgulhoso, eu?

Orgulhoso, eu?

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“NÃO pense que ao encontrar um homem realmente humilde ele será o que a maioria das pessoas chama de ‘humilde’ hoje em dia. Não será o tipo bajulador escorregadio, que sempre diz que não é ninguém. Provavelmente, a impressão será de alguém inteligente e gentil, que se interessa de fato pelo que você disse a ele. Se você não gosta dele, é porque, na verdade, sente um pouco de inveja de uma pessoa que parece levar a vida com tanta leveza. E ele não será do tipo que fica pensando em humildade. Aliás, ele não fica pensando em si mesmo. Para quem está realmente interessado em adquirir humildade, posso recomendar-lhe um primeiro passo – admita que somos orgulhosos. E esse é também um passo enorme. Pelo menos não há nada a fazer antes dele. Se você não está convencido, isso é sinal de que você é mesmo arrogante”. (C.S. Lewis em Cristianismo Puro e Simples)

Os ensinamentos do nosso Deus são atemporais. Estão aí, há séculos, na boca de filhos e filhas com mãos limpas e discurso libertador, confrontando-nos.

Muitas vezes a condição na qual estamos hoje reflete o orgulho que há em nós. Quantas pessoas já demonstraram interesse por você e foram ‘cortadas’ automaticamente da sua vida porque não eram ‘aquilo tudo’ que você idealizou? Sem sequer conhecer, desenvolver uma amizade, caminhar junto…

Quantas oportunidades de trabalho já recusou, quantas brigas dentro do seu lar, quantas inimizades porque, lá no seu íntimo, seu orgulho o faz acreditar que você é superior o bastante para aceitar algo/alguém aquém das suas idealizações?

Ajuste suas expectativas sobre si, querido (a)! Será que você é a pessoa com quem alguém busca partilhar a vida? O filho que seus pais ansiavam? O profissional que toda empresa de sucesso deseja? O servo que Deus procura?

A Bíblia nos alerta que o orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda (Pv 16:18).

Por vezes, o que nos falta é a aceitação, humilde, de que a vontade de Deus é infinitamente superior à nossa. Quando decidimos aceitar que a justiça que produzimos não passa de trapos de imundícia e que murchamos como uma folha (Isaías 64:6), descobrimos o quão arrogantes somos.

E se convertemos nosso coração, alcançamos a leveza que Lewis, no século passado, citou. E somos incluídos àqueles de mãos limpas e discursos que produzem frutos eternos.

:: Dani Araruna [Do Olhar ao Altar]

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