Para comer o melhor

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Para comer o melhor

“Se quiserdes e obedecerdes, comereis o bem desta terra” (Isaías 1.19)

Qual cristão não conhece esse versículo? Ele decora capas de bíblias, vive pendurado na porta da geladeira e é, insistentemente, declarado para ninguém esquecer. Um versículo que abre a enfatizada teoria da prosperidade como uma chave indagando: quem quer comer o melhor dessa terra?

Uma mensagem maravilhosa! Concordo, pois é a Palavra de Deus e toda Palavra de Deus é perfeita. Entretanto, trata-se de um versículo dentro de um contexto maior. Aliás, no meu ponto de vista, ele está dentro de um dos capítulos mais difíceis de assimilar como mensagem do Senhor. Uma repreensão severa. O versículo 19 não diz tudo o que Deus deseja falar neste texto. Existe um contexto, uma condição para que a promessa contida nele torne-se fato.

Não basta recitá-lo, nem exigir que ele se cumpra. Para comer o melhor da terra existe uma condição: obedecer à instrução do Senhor. Então, a pergunta relevante não é quem quer viver o melhor desta terra e sim quem tem atitudes obedientes à voz do Senhor? Mas o que o Senhor ordena? O que acha de observarmos os versos anteriores?

Versículos 16: Olhe para sua realidade e arrependa-se. “Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal”.
Versículo 17: Olhe para as necessidades do próximo e haja. “Aprendei a fazer o bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas”.

A grande promessa que deve ressaltar aos nossos olhos, na nossa mente e na capa da nossa bíblia está no verso 18: o compromisso de resposta de Deus e o seu perdão.
“Vinde então, e argui-me, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã”.

O Senhor estabeleceu uma condição sequencial, um “então”: Ouçam-me e obedeçam e então entraremos em aliança; inclusive, de prosperidade. O benefício citado no verso 19 é apenas uma consequência. Ele não é prioridade. A grande promessa alcançada é O próprio Deus, seu perdão e sua comunhão! E, realmente, de que vale o melhor dessa terra se o melhor do céu não for possível.

::Nilma Gracia Araujo

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