Profetizando contra o cansaço

Profetizando contra o cansaço

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Profetizando contra o cansaço

Os motivos são diversos, ansiedade, estresse, decepções, mas o fato é que o cansaço surge em nossas vidas e ele pode causar danos muito graves. O cansaço pode ser físico devido a muitas atividades que podemos desenvolver, mas ele pode ter uma razão espiritual ou consequências além de físicas, também no âmbito da espiritualidade.

Independente das razões, todos passamos por momentos assim e precisamos buscar em Deus um cuidado específico com as nossas vidas a esse respeito. Há uma dualidade referente ao cansaço que precisamos entender. Por um lado, o cansaço é necessário, pois nos faz reagir àquilo que devemos deixar, liberando e removendo isso das nossas vidas! Por outro lado, o problema é que nos apegamos muito ao que não devíamos e, com isso, somos tomados pelo cansaço, afetando aquilo que, de fato, é para fazermos.

O cansaço nos leva a proferir palavras que não deveríamos a respeito de nós mesmos, dos outros, do nosso ministério; acabamos usando a nossa boca para profetizar aquilo que não deveríamos. Precisamos abrir a nossa boca a favor do mundo e não contra ele. Os lábios servem para declarar bênçãos e vida e não maldição e morte.

Existem momentos que chegamos ao nosso limite e temos ainda que falsa, uma forte convicção de que não vamos mais conseguir sair dessa perspectiva. Então, precisamos nos fortalecer no Senhor para ultrapassar esse limite. “Cinja os lombos de força e fortalece os braços. (…) A força e a dignidade são os seus vestidos, e, quanto ao dia de amanhã, não tem preocupações” (Pv 31.17,25).
Perceba que conselhos preciosos o Senhor nos dá nesse texto: nos vestir de força e dignidade e nos libertar de preocupações com o dia de amanhã. Vemos um momento semelhante na vida do profeta Ezequiel, no capítulo 37, ele é levado a um lugar em que há um vale com muitos ossos secos, um exército morto e deteriorado. Como muitas áreas das nossas vidas podem estar hoje.

Mas Ezequiel, movido pelo Espírito, começou a liberar palavras de vida, que trouxeram aquele exército à vida. Precisamos compreender o poder criador que a Palavra de Deus produz em nós. E mais, ao revés, a destruição que pode causar. Podemos e devemos nos abrir para o Deus que sonda o nosso coração e a quem pertencemos, e dizer sobre o nosso cansaço e esgotamento. Contudo, o cuidado deve estar em não liberarmos palavras de maldição sobre as nossas vidas.

Podemos até ter razão em pensar que não há mais como surgir vida nessa situação, não há mais nenhuma possibilidade de nascer algo novo em determinadas áreas. Podemos estar certos quanto a isso, a questão aqui não é negar a realidade, mas crer no poder sobrenatural de Deus. “Portanto, quem quiser amar a vida e ver dias felizes, refreie a sua língua do mal e os seus lábios da falsidade” (1Pe 3.10).

Não sei pelo que você tem passado, mas lhe convido a profetizar acerca dessa situação. Declare sobre esses ossos secos palavras de vida e de transformação. “Porque derramarei água sobre o sedento, e rios sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade, e a minha bênção sobre os teus descendentes. E brotarão como a erva, como salgueiros junto aos ribeiros das águas.” (Is 44.3-4).

[PALAVRA MINISTRADA NA ESCOLA DE ORAÇÃO – 12/8/15]
:: Vanessa Capochim

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