Semancol no relacionamento

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Semancol no relacionamento

Depois de um dia de trabalho, você finalmente chega em casa e a primeira coisa que faz é ir atrás daquele bolo de chocolate merecido. Mas logo percebe que o último pedaço não está mais na geladeira bem quando a TPM se aproxima. Vai para a sala e logo encontra o sapato que o marido deixou jogado. Seu nível de irritação chega às alturas quando descobre outra vez a toalha molhada sobre a cama. Imediatamente vai atrás do culpado.

Chegou o momento de você reclamar dele, reclamar da vida e reclamar dele novamente. Você o compara com o marido da sua amiga e, em seguida, com o seu tio. Por que é tão difícil seu marido ser como ele? Depois de todo seu discurso “poético” e de fazer aquela cara emburrada, você chora (sinais da TPM). Talvez você o diminua com suas palavras ácidas, talvez lembre-o do que aconteceu em mil novecentos e bolinha. Mas isso agora não importa. O importante é que você resolveu vestir aquela camiseta rasgada e desbotada de água sanitária, pois lhe pareceu um bom momento para limpar a casa – para que aproveitar o pouco tempo em família?

E o semancol na história?

A título de curiosidade, semancol, segundo o dicionário, deriva da expressão “se mancar”, no sentido de dizer à pessoa que ela precisa perceber com certa urgência a inconveniência da própria atitude. Todas (e todos) nós precisamos de certa dose desse “remédio” de vez em quando e ela pode ser dobrada quando envolvemos uma pessoa que divide conosco uma relação.

Sobre os dilemas que confrontam o universo feminino, a apresentadora e escritora Cristiane Cardoso explica a força das atitutes da mulher. “A mulher pode deixar o marido cabisbaixo e se sentindo um nada com as suas críticas destrutivas. E ela não precisa dar um sermão ou agredi-lo com uma bofetada. Um olhar, um gesto, um levantar de sobrancelhas, uma respiração profunda em uma situação. São apenas detalhes, mas tão poderosos como balas na agulha.”

Quanto a um dos casos que ilustramos acima – as famosas comparações –, Cristiane diz o quanto pode elas podem ser nocivas: “É como se estivéssemos dizendo ‘você não é tão bom’.” E ela também sinaliza que a cobrança excessiva no dia a dia é uma receita certa para desgastar o relacionamento: “É assim que o homem começa a ressentir-se de sua esposa. Ele passa a se envolver cada vez menos nas decisões dentro de casa porque sente que sua opinião, na verdade, não conta. Você pode achar que ele está sendo bonzinho com você, mas, se ele for honesto, vai dizer que se sente ignorado, desrespeitado. Devagar, mas com certeza, esse seu comportamento como esposa acabará destruindo o casamento.”

O que fazer, então? Chorar, espernear, ameaçar se separar? Não, tudo isso afastará seu parceiro. “Podemos começar não fazendo o que normalmente fazemos: as reclamações irritantes que levam o marido a quase entrar na televisão, a cara amarrada que o faz se distanciar ainda mais e a expectativa que ele adivinhe o problema são algumas delas”. E ela nos dá outras dicas: “Detectar as coisas indesejáveis que fazemos – que tal fazer uma lista do que deseja se livrar? O sacrifício sempre foi e será o segredo de um casamento feliz. Aqui está um segredinho meu: eu mudei primeiro e depois meu marido mudou. E sabe o que é mais bacana? É que a minha mudança também me fez muito bem, obrigada!” finaliza.

Fonte: Universal

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